O que sabemos, de onde veio e o que ainda precisa ser comprovado
A Farmácia Verde organiza informações sobre plantas relacionadas à Amazônia sem transformar conhecimento tradicional em prescrição e sem apresentar estudos iniciais como cura comprovada.
Como reunir informações dispersas sobre plantas medicinais amazônicas e ajudar o público a diferenciar identificação botânica, registro tradicional, pesquisa científica e orientação de saúde?
Biodiversidade
Nome científico, família, ocorrência e habitat precisam ser confirmados em bases botânicas.
Saberes tradicionais
São apresentados com contexto, autoria e consentimento — não como receita universal.
Ciência
O tipo de estudo e seus limites aparecem separados do uso tradicional.
Tecnologia responsável
O assistente mostra as regras, as palavras reconhecidas e as fontes usadas na resposta.
Catálogo grande não significa catálogo validado
A V6 preserva os 161 registros do banco, mas não finge que um nome popular antigo é automaticamente uma espécie moderna. O catálogo público mostra somente espécies com nome científico definido; termos históricos ambíguos ficam num arquivo separado, sem selo de “planta identificada”. Treze espécies receberam Superdossiês Profundos com botânica, química, evidência, segurança, ecologia, bioeconomia e lacunas de pesquisa.
Consulte o catálogo ou faça uma triagem de uma afirmação
O assistente não escolhe tratamento. Ele responde perguntas gerais, procura plantas e preparos, explica por que encontrou cada resultado e separa uso tradicional, referência técnica, alimentação e contexto cultural.
Resposta rastreável
Cada resultado informa a planta encontrada, o tipo de registro, a classificação editorial, os cuidados, as fontes associadas e o caminho usado para chegar à resposta.
Espécies do banco
O catálogo público exibe somente registros com identificação científica definida. Nomes históricos sem equivalência taxonômica segura foram separados do catálogo de espécies e preservados no Arquivo Histórico.
Da espécie ao composto químico — sem misturar tradição com comprovação
Estas são as fichas mais aprofundadas do projeto. Cada dossiê reúne identificação botânica, distribuição, contexto biocultural, compostos e classes químicas, escada de evidência, segurança, ecologia, bioeconomia, lacunas e fontes rastreáveis.
Explore o país, estado por estado
Passe o mouse para identificar uma unidade federativa e clique para abrir seus registros. O mapa diferencia ocorrências estaduais já ligadas a uma fonte das coleções regionais que a equipe ainda precisa confirmar.
Malha territorial simplificada: IBGE — API de Malhas v3 ↗
Receitas para explorar com responsabilidade
Agora há receitas culinárias amazônicas, bebidas, usos externos e orientações técnicas em grupos separados. Receitas alimentares não são apresentadas como tratamento.
Saberes, alimentos e usos não medicinais
Alimentação, aromas, cosméticos, artesanato, agricultura e importância cultural também fazem parte do banco — sem transformar todo uso de uma planta em alegação terapêutica.
Preservar a fonte sem inventar uma espécie
Alguns nomes populares ou históricos mudam de significado entre épocas e regiões. Quando a equivalência moderna não é segura, o termo fica aqui como registro documental — e não como “planta com identificação pendente” no catálogo.
Como uma informação entra no banco
Uma entrevista registra experiência e memória; uma base botânica ajuda a identificar uma espécie; um estudo experimental testa uma hipótese; uma monografia técnica orienta um uso específico. Essas fontes não têm a mesma função.
Identificar
Confirmar nome científico, família, parte usada e ocorrência. Nome popular sozinho não basta.
Rastrear
Registrar título, instituição, endereço, data de acesso e qual afirmação a fonte sustenta.
Classificar
Separar referência técnica, registro tradicional, estudo pré-clínico, uso alimentar e termos históricos sem equivalência taxonômica segura.
Revisar
Comparar a ficha com a fonte e pedir conferência humana antes de marcar como revisada.
Versionar
Guardar data, responsável e motivo de cada alteração, inclusive quando uma IA ajudou na redação.
Publicar limites
Mostrar o que não foi confirmado e corrigir publicamente erros encontrados.
Classificação editorial usada nas fichas atuais
As letras organizam o tipo de conteúdo do protótipo. Elas não são uma escala universal de eficácia clínica.
Referência técnica aplicável: há monografia ou orientação institucional associada à espécie e ao uso descrito.
Uso tradicional ou interesse técnico documentado: exige separar tradição, estudo inicial e aplicação clínica.
Contexto cultural, externo ou etnobotânico: documenta um uso, mas não comprova eficácia.
Uso alimentar ou econômico: não deve ser convertido em promessa de tratamento.
Fontes de campo do projeto
Registrem somente entrevistas e visitas realmente realizadas: pessoa ou comunidade, papel no projeto, data, local, tema, forma de consentimento, limites de divulgação e responsável pelo registro. Se não houver autorização, o conteúdo não deve ser publicado.
Portas de pesquisa — não são validação automática
Essas bases ajudam a procurar trabalhos. Cada resultado ainda precisa ser lido, classificado e ligado a uma afirmação específica da ficha.
Informação educativa não é diagnóstico nem prescrição
O Ministério da Saúde alerta que plantas medicinais também podem causar efeitos adversos, interações e intoxicações. O site não orienta interromper tratamentos, não calcula doses individuais e não identifica plantas com segurança a partir de nome popular ou fotografia.
Procure atendimento
Falta de ar, dor no peito, desmaio, convulsão, sangramento, febre alta, dor intensa ou piora rápida não devem ser tratados pelo catálogo.
Grupos com cuidado extra
Gestantes, lactantes, crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas ou que usam medicamentos precisam de orientação profissional.
Identificação
Espécies diferentes podem compartilhar o mesmo nome popular. Parte usada, preparo e procedência também mudam os riscos.
Conhecimento tradicional
Um registro tradicional tem valor cultural e histórico, mas não equivale automaticamente a ensaio clínico ou autorização sanitária.
Estudos iniciais
Resultados em células ou animais ajudam a formular hipóteses. Eles não demonstram, sozinhos, benefício e segurança em pessoas.
Correções
Se uma fonte contrariar uma ficha, a equipe deve corrigir o conteúdo, registrar a mudança e manter o limite visível.